COMO NÃO VIRAR UM OPERÁRIO DO ALGORITMO EM TEMPOS DE INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

A inteligência artificial já está por todos os lados.
Ela escreve, desenha, responde, organiza, edita, planeja.
E nesse cenário de automação crescente, surge uma pergunta incômoda — mas necessária:
o que sobra para o humano?
A resposta é direta: sobra tudo o que a IA nunca vai ter.
Intuição. Repertório. Contradição. Alma. Coragem.
O problema não é a tecnologia.
O problema é quando o criador começa a se moldar a ela.
Quando ele não usa a IA como ferramenta, mas se transforma na ferramenta.
Quando tudo o que posta é genérico, previsível, funcional.
Quando tudo vira algoritmo,
o pensamento vira padrão.
E o criador… vira operário.
Operário do algoritmo é aquele que faz tudo do mesmo jeito porque “funciona”.
Que pensa em formato antes de pensar em ideia.
Que posta para ser aceito — não para ser lembrado.
Mas o algoritmo não premia profundidade.
Ele premia frequência. Repetição. Segurança.
Só que o mundo não se move pelo que é igual.
O mundo muda por causa de quem rompe.
De quem tem coragem de fazer diferente.
Quem só copia o que funciona, fica preso no lugar mais perigoso que existe: a média.
Se é pra usar a IA, que seja para ampliar a sua potência,
não para esconder a sua voz.
A criatividade humana continua sendo insubstituível.
E num mundo onde tudo pode ser gerado por máquina,
o que é autêntico — o que tem alma — vale mais do que nunca.
Não seja mais um operário do algoritmo.
Seja o autor da sua visão

